Sobre a Arte de Saber Perguntar

Sobre a Arte de Saber Perguntar

Certa vez, uma grande amigo respondeu a uma pergunta que fiz da seguinte maneira: “Não desperdice uma boa pergunta com uma resposta ruim”. E é algo em que tenho pensado sempre. Quantas vezes, na ânsia de provarmos o que sabemos, respondemos sem nem mesmo pensar no que e no como estamos dizendo? O que queremos é responder. Mas será que o que estamos dizendo realmente vai ter valor ou vai ajudar a quem perguntou?

Fazer a pergunta certa é um desafio muito maior do que responder. Isso eu já aprendi. Porque perguntando com real interesse e querendo mesmo ouvir a resposta, o ganho que se tem – para ambos os lados – é muito maior. Ganha quem fez a pergunta certa, porque despertou em quem responde uma boa reflexão. E ganha quem responde porque conseguiu em si mesmo uma boa resposta.

Acredito fortemente que, a essência de uma pergunta com boa intenção, tem base na empatia. Na capacidade de se colocar no lugar daquela pessoa que procura pela resposta. Algo do tipo “será que também já não fiz uma pergunta como esta?”; “será que nunca busquei respostas também e esta pessoa que me pergunta merece realmente a minha atenção?”, “será que ele mesmo não tem em si a resposta que precisa – ou até que parece não querer receber, mas que necessita receber de si mesmo?”

Uma dica? Antes de responder, respire. Ajuda, acredite. Dê a si mesmo um tempo, e não se sinta pressionado. Uma pausa nem tão longa que denote falta de interesse ou dê a sensação de que a pergunta não foi ouvida; nem tão curta, que não lhe dê o próprio tempo para pensar no melhor a ser dito.

E se não souber a resposta, não tenha medo de demonstrar ou dizer isso. Trata-se de um sinal de respeito com quem perguntou. Não estou te dando uma resposta qualquer, mas pensando na melhor resposta para a boa pergunta que me fez.

Agora, se tiver você o desejo de perguntar, pergunte. Lembre-se de que não existem perguntas tolas. O óbvio pode não ser óbvio para todos. Perguntar sobre o que não sabe e receber boas respostas é algo libertador, desde que você esteja realmente aberto a ouvir o que vem de retorno. Para saber perguntar é preciso saber ouvir. É preciso aproveitar as boas perguntas e as boas respostas.

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